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ÊXTASE
EUFORIA

Numa guerra onde o artista se confronta com a realidade do sofrimento  que vem com a criação de algo artístico e uma tomada de consciência de que existe a necessidade e a ânsia de gritar o que se pensa, mexer na massa, ver pelas lentes e fazer os outros ver. Surge o êxtase, a euforia, algo tão incontrolável como uma planta selvagem que perfura o chão cinzento de cimento. Há uma glória, um triunfo, algo que nunca se é como imagina porque passa pela metamorfose da criação de algo ainda melhor que aproxima o público do artista. 

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